quarta-feira, 8 de março de 2017

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro é um grupo cultural de Brasília que através de elementos do cerrado e da vida candanga busca novas formas de manifestação artística, procurando criar uma identidade cultural através das artes cênicas, artes plásticas e da música.
Mas o grupo não se limita às apresentações, pois outros trabalhos são desenvolvidos para a promoção da cultura popular no DF, como oficinas; o Festival Brasília de Cultura Popular; o Festival de Teatro de Terreiro e a Caravana Seu Estrelo O trabalho de desenvolvido pelo grupo gerou reconhecimento nacional, tendo o título de Ponto de Cultura, concedido pelo Ministério da Cultura, além de ser reconhecido como grupo de cultura popular tradicional, também pelo Ministério da Cultura.

Apesar de já existirem grupos tradicionais em Brasília como o de Seu Teodoro que trouxe do Maranhão a brincadeira do Bumba meu boi e de Seu Eli que de Minas Gerais trouxe a congada, no ano de 2004 surge o seu estrelo, a partir da necessidade de criar uma brincadeira que tivesse maior ligação com a cidade. Baseado no Mito do calango voador, mito criado pelo próprio grupo, utilizando elementos diferenciados que Brasília e o cerrado oferecem, é que a brincadeira acontece.
Fonte: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/4985/1/2013_DaviCarvalhodeMello.pdf

terça-feira, 7 de março de 2017

Heitor Villa Lobos - Bachianas brasileiras n°4

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de março de 1887. Recebeu orientação musical ainda criança. No ano de 1915, Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e com 19 anos de idade fez suas primeiras composições.O violão e o violoncelo foram os grandes parceiros de Villa-Lobos. Bachianas brasileiras é uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos escritas entre 1930 e 1945. Nesse conjunto, escrito para formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach, intencionando construir uma versão brasileira dos Concertos de Brandemburgo. Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski. Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro. São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento das n° 2; a Ária (Cantilena), que abre as de n° 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas n° 4.
Bachianas brasileiras n° 4 para piano foi composta a partir de 1930, mas estreada em 1939, e orquestrada. Dividida em quatro movimentos: * Prelúdio (Introdução) - Lento * Coral (Canto do Sertão) - Largo * Ária (Cantiga) - Moderato * Dança (Miudinho) - Muito animado
Ano da composição: 1930-41 (original); 1942 (versão orquestral)
Primeiras apresentações:
27 de novembro de 1939 (versão original)
José Vieira Brandão (piano)
15 de julho de 1942 (versão orquestral), no Rio de Janeiro
Villa-Lobos (regente) ; Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Primeiras publicações:
Versão original (W264): 1941
versão orquestral (W424): 1953
Duração média: 24 minutos
Estilo: início do século XX
Instrumentação:
Versão original (W264): Piano
Versão orquestral (W424): 1 piccolo, 2 flautas, 2 oboés, 1 corne inglês, 2 clarinetes, 1 clarinete baixo, 2 fagotes, 1 contra fagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, 1 tuba, tímpanos, bombo (caixa baixo), tam-tam, xilophone, celesta, cordas.

Por: Fernanda Braga

A triste partida- Patativa do Assaré interpretada por Luiz Gonzaga

Toada de Patativa do Assaré gravada por Luiz Gonzaga em 30/11/1964, no LP homônimo, lançado pela RCA Victor. “A triste partida” tem 19 estrofes, 152 versos e duração de oito minutos e 53 segundos. Regravação: LP “O Homem da Terra”, RCA, 1980, com participação especial de Gonzaguinha. “A triste partida” foi lançada originalmente em folheto de cordel com o título “Pau de arara do Norte”, anos 1950. O folheto grafou na época Assaré como Açaré. 
A música, interpretada por  Luiz Gonzaga, entrelaçada com a poesia popular é a representação mais fiel daquilo que o nordestino retirante sente quando é expulso do seu rincão pela seca. Só mesmo quem viveu e vive essa triste experiência até os dias de hoje é quem pode falar sobre a mesma, com profundo conhecimento de causa. A letra fala da saga de uma família que, depois de perder todas as crenças, troca a seca do sertão por São Paulo “para viver ou morrer”, mas com uma certeza: de um dia voltar. O poema também aborda em suas entrelinhas a velha política coronelista que nunca tentou resolver os problemas da seca, o inchaço cada vez mais das grandes capitais pelos migrantes em "busca de uma vida melhor"; no final são marginalizados nos grandes centros urbanos, engolidos pela modernidade que passa distante da periferia. Não se trata de um problema apenas do Ceará ou do Nordeste, mas diz respeito a toda a população brasileira que sofre com a longa estiagem nos longínquos sertões deste torrão natal, mas que apesar de apresentar tantas dificuldades, para os verdadeiros filhos do sertão não há outro lugar igual.
Curiosidade da letra: Para ter condições financeiras de viajar para São Paulo, o autor “vende o burro, o jumento, o cavalo e o galo”.

Fonte: http://professorniobarbosa.blogspot.com.br/2011/03/analise-critica-sobre-vida-e-obra-de.html 
http://patativadoassare.com/4884/

segunda-feira, 6 de março de 2017

Moteto em ré menor - Gilberto Mendes e Décio Pignatári

      O artista Gilberto Mendes, nascido em Santos no ano de 1922, é um dos compositores brasileiros que aderiu à exploração diversas sonoridades, despontando como um dos ícones da música erudita contemporânea brasileira. 
     A obra moteto é um gênero musical polifônico que tem como principal propriedade a diversidade de vozes controversas no interior de um texto. É uma obra para coral, polifônica e explora diversas sonoridades usando "sons falados em entonação dramática; sons expirados; ondulação de sons em torno de um som básico; entonação grotesca, irritada, rabugenta, arranhando na garganta e cantando desafinadamente desenhos melódicos pré-determinados, em qualquer altura; entonação cacarejada; entonação aflita; emissão vocal similar ao ruído provocado pela ânsia de vômito; arroto e o glissando (frequência ondulatória que oscila do agudo para o grave e vice-versa). Equilíbrio e desequilíbrio sonoro são atingidos com a manipulação de timbres, dinâmica, ritmo, melodia e demais materiais musicais. É uma música de concerto, com as vozes com material sonoro.
     Obra para piano e orquestra, considerada a mais popular da música erudita brasileira.

Fontes: http://slideplayer.com.br/slide/10769371/

https://prezi.com/tparutqij3xo/monologo-ao-pe-do-ouvido-banditismo-por-uma-questao-de-cla/