Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de março de 1887. Recebeu orientação musical ainda criança. No ano de 1915, Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e com 19 anos de idade fez suas primeiras composições.O violão e o violoncelo foram os grandes parceiros de Villa-Lobos. Bachianas brasileiras é uma série de nove
composições de Heitor Villa-Lobos escritas entre 1930 e 1945. Nesse conjunto, escrito para
formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas
pré-clássicas no estilo de Bach,
intencionando construir uma versão brasileira dos Concertos de Brandemburgo.
Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski.
Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um
bachiano, outro brasileiro. São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O
Trenzinho do Caipira), quarto movimento das n° 2; a Ária (Cantilena), que abre
as de n° 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas n° 4.
Bachianas brasileiras n° 4 para piano foi composta a partir de 1930, mas estreada em 1939, e orquestrada.
Dividida em quatro movimentos:
* Prelúdio (Introdução) - Lento
* Coral (Canto do Sertão) - Largo
* Ária (Cantiga) - Moderato
* Dança (Miudinho) - Muito animado
Ano
da composição: 1930-41 (original); 1942 (versão orquestral)
Primeiras
apresentações:
27 de
novembro de 1939 (versão original)
José
Vieira Brandão (piano)
15 de
julho de 1942 (versão orquestral), no Rio de Janeiro
Villa-Lobos
(regente) ; Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Primeiras
publicações:
Versão
original (W264): 1941
versão
orquestral (W424): 1953
Duração
média: 24 minutos
Estilo:
início do século XX
Instrumentação:
Versão
original (W264): Piano
Versão
orquestral (W424): 1 piccolo, 2 flautas, 2 oboés, 1 corne inglês, 2 clarinetes,
1 clarinete baixo, 2 fagotes, 1 contra fagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3
trombones, 1 tuba, tímpanos, bombo (caixa baixo), tam-tam, xilophone, celesta,
cordas.
Por: Fernanda Braga
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